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50 Primaveras de Luz

  • 22 de fev.
  • 2 min de leitura

Ainda hoje recordo esse belo dia,

a chuva exaltada, soava a melodia.

Na mesa redonda a vida alinhava,

e em cada dobra o futuro aguardava.


Entre tecidos dormia o destino,

silencioso, quase parecia divino.

Pequenas mãos que o tempo embalaria,

asas de luz que o mundo um dia ouviria.


Cinquenta primaveras de luz,

cinquenta sóis dentro do teu olhar,

teu riso é casa aberta, o teu abraço é lugar.


Levaste noites em ombros, calada,

sem saberes que já eras guarida,

e já da longa jornada cansada,

foste manhã a nascer noutra vida.


Crescias em passos pequenos, singelos,

sem saberes o que a vida te traria,

crescias ali no meio dos novelos,

em plena forma em plena alegria.


Cinquenta primaveras de luz,

Cinquenta sóis nasceram no teu ninho,

teu nome é chama acesa no mais escuro caminho.


Foram dias de luta e de escuta,

momentos de entrega e disputa,

batalhas somadas no altar do lar,

de uma família que só te sabe amar.


Mas a vida é apenas um dia,

que se vive numa imensa correria,

e é só ver os anos a passar,

sem pensar nos que faltam cá estar.


Cinquenta primaveras de luz,

cinquenta sóis a iluminar o teu ser,

tu és o milagre que a vida fez acontecer.


Chegaste agora a este momento,

que dizem ser metade do caminho,

mas olha só o meu pensamento,

que vivas até aos 100 mais o teu maninho.


Penso que isso não será problema,

penso que isso possa acontecer,

vamos lá manter o sistema,

e um brinde aos teus 50 fazer.


Cinquenta primaveras de luz,

cinquenta sóis a amar,

tu és o fogo que nos guia na arte de perseverar.



 
 
 

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